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PMs grevistas e familiares afirmam que vão resistir e que rejeitam proposta de reajuste

 

 

Desde as 5h30, cerca de 600 soldados do Exército, além da Força Nacional e Polícia Federal, militares da Tropa de Choque e do grupo de operações especiais ocupam os entornos da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, nesta segunda-feira. O local é utilizado pelos grevistas e suas famílias desde terça (1) quando a PM do Estado decretou paralisação.

Além de encerrar o movimento, o Exército também esperar cumprir os 11 mandados de prisão expedidos pela Justiça baiana contra os líderes do movimento, que ainda estão no pátio do local. Todos os agentes cercam a Assembleia e possuem forte armamento - metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB). Clima é de tensão no local.

 

A operação federal buscando o fim da greve teve as primeiras movimentações registradas ontem à noite. Por volta das 19h, o abastecimento de energia elétrica no local foi cortado. Blindados Urutu do Exército, que chegaram ontem à cidade, e helicópteros foram vistos sobrevoando o local. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 89 homicídios de o início da greve no Estado.  

O pedido para a desocupação do prédio da Assembleia foi feito no domingo (5) à tarde pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, ao general G.Dias. Nilo disse que "os trabalhos legislativos precisam voltar à normalidade e que a Assembleia não pode ser usada como abrigo para foragidos da Justiça". O deputado falou ainda que o pedido partiu dele mesmo, e não do governador.

Proposta de reajuste

Ontem à noite, por volta das 21h30, os grevistas decidiram não aceitar a proposta de reajuste e manter a paralisação. "Chamem seus colegas, esta é uma noite fundamental para nossa luta", disse o líder da greve, o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), em discurso para os cerca de 300 PMs.

 

De acordo com ele, o comando da PM do Estado teria feito uma proposta pelo fim do movimento e da ocupação. "Falei com o coronel Alfredo Castro (comandante-geral da PM) e ele propôs anistia total e irrestrita a todos os companheiros grevistas, a incorporação de duas gratificações aos salários e a revogação de todos mandados de prisão, menos o meu", disse, aos PMs que estão no local.

Em seguida, o líder continuou o discurso perguntando aos manifestantes se aceitavam a proposta. Eles negaram. Segundo o governo, porém, não foi feita nenhuma proposta aos amotinados. "A única proposta do governo é: voltem a trabalhar", rebateu o secretário de Comunicação, Robinson Almeida. "Os mandados de prisão serão cumpridos, mais cedo ou mais tarde. Isso já saiu da esfera do Estado, é uma determinação do governo federal.

*com AE

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